O que o Natal nos ensina

de Rubel Shelly

 



 

Há um ditado maravilhoso do estudioso americano Stephen L. Carter que é apropriado à época de Natal: "Religião é, na sua essência, um modo de negar o resto do mundo." Ele está seguramente, astuciosamente, e gloriosamente correto.

A visão de fé deste mundo é curiosamente cética. Na verdade, é mais que isso. É uma postura de forte desconfiança levando à rejeição! Quando o mundo recita seus chavões – você só importa se você for bonita; a coisa mais importante é dinheiro; vencer é tudo; cada um por si só – a fé protesta contra todos. Ela adota uma postura de dúvida e incredulidade. Diante desta visão da vida, ela vive em ceticismo e descrença.

Eu me recuso a acreditar que egoísmo é aceitável ou que é certo se ressentir com o sucesso de outros. Eu não engolirei o jeito do mundo que justifica o preconceito, a agressão, e o ódio. Nenhum crente pode concordar que tem o direito a tudo que consegue agarrar com as próprias mãos, ou que não deveria sentir nenhuma culpa explorando outros.

Portanto, desconfie das alegadas certezas do “bom senso” que negam os mistérios de fé. Negue a tendência das massas de olhar para o futuro só para abandonar a esperança. Recuse a idéia de que a ganância, o ódio, e a violência são inevitáveis e de que o verdadeiro amor entre seres humanos é impossível.

A Bíblia adverte contra a cegueira deste mundo e fala do perigo de cegos conduzindo outros cegos. É um alerta de que coisas, pessoas, e formas de pensar arraigados no mundo finito de tempo, espaço, e matéria nos impedirão de descobrir, experimentar, e nos encantar com as maiores realidades de Deus, espírito, e eternidade, que só podem ser conhecidos pela fé.

Fé não é auto-enganação. Não é a projeção de sonhos, nem o famoso “pensamento positivo”. É a nossa disposição de ouvir e abraçar as coisas que Deus nos mostrou através de eventos e pessoas tão impressionantes quanto uma montanha fumaçando e tremendo no deserto, e tão modestos quanto o primeiro grito de um bebê na aldeia de Belém.

Deixe que o Natal liberte seu coração das garras deste mundo. Deixe o Natal abrir seus olhos para tudo aquilo que aqueles que recusam ver nunca enxergarão. Deixe-o abrir seus ouvidos para as coisas que aqueles que recusam escutar nunca ouvirão. Veja Emanuel – e saiba que Deus está conosco. Ouça a canção dos anjos – e receba a paz de Deus dada a corações ansiosos. Desconfie das dúvidas, do cinismo, e da rivalidade deste mundo atribulado – e escolha o reinado de Deus como sua maneira de afirmar as verdadeiras realidades. Feliz Natal para todos!

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